Piscicultura com matrizes de alta qualidade voltada para melhoria genética das espécies.
Tecnologia e experiência em benefício do meio ambiente. (veja em nosso vídeo e fotos)

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Cultivo de Peixes em Viveiros Escavados

Rações encontradas no mercado e sua utilização

Ração 56% - indicado para a alimentação de larvas e pós-larvas da maior parte dos peixes cultivados.

BENEFÍCIOS

- Alta palatabilidade / flutuabilidade
- Alta digestibilidade / menor conversão alimentar
- Alta sobrevivência na formação dos lotes
- Crescimento de lotes mais rápido
- Produção de lotes mais homogêneos
- Proporciona animais mais saudáveis e resistentes

OPÇÕES DE EMBALAGEM

Sacos de ráfia laminada, 25 kg

Modo de Usar

Fornecer o alimento às larvas após absorção do saco vitelínico, ?a vontade?, de 6 a 12 vezes ao dia, até atingirem o peso de 0,5g a 1,0g, podendo ser utilizado no preparo de alimento fresco, tipo suflê nas larviculturas.
Controlar possíveis sobras, após 15 minutos do fornecimento.

 

 

Ração 50% - indicado para a alimentação de alevinos de 0,5g a 20g da maior parte dos peixes cultivados.

BENEFÍCIOS

- Altamente palatável
- Alta digestibilidade / menor conversão alimentar
- Alta sobrevivência na formação dos lotes
- Formação e crescimento rápido
- Produção de lotes mais homogêneos
- Proporciona animais mais saudáveis e resistentes

OPÇÕES DE EMBALAGEM

Sacos de ráfia laminada, 25 kg

Modo de Usar

Fornecer o alimento para os alevinos, a vontade, até atingirem o peso de 20,0g, em refeições de 15 a 20 minutos, dividindo entre 4 a 6 tratos diários.
Controlar possíveis sobras, e ajustar a quantidade a ser oferecida.

 

 

Ração 42% - indicado para a alimentação da maioria das espécies de peixes na fase de formação de juvenis ( berçários ), podendo ser utilizado em sistemas de recirculação / reaproveitamento de águas.

BENEFÍCIOS

- Perfeito equilíbrio de nutrientes
- Alta digestibilidade / menor conversão alimentar
- Alta sobrevivência na formação dos juvenis
- Formação e crescimento rápido
- Produção de lotes mais homogêneos
- Proporciona animais mais saudáveis e resistentes a manejo

OPÇÕES DE EMBALAGEM

Sacos de ráfia laminada, 25 kg

Modo de Usar

Fornecer o alimento para os juvenis, entre 5 e 10% da biomassa, até atingirem o peso de 40,0g, em refeições de 15 a 20 minutos, dividindo entre 4 a 6 tratos diários.
Controlar possíveis sobras, ajustando a quantidade para próxima refeição.

 

 

Ração 38% + 500mg de vitamina C, especialmente desenvolvido para atender aos cultivos do sul do Brasil durante o período de inverno, quando as temperaturas das águas chegam abaixo de 190C, também utilizado para revitalizar peixes debilitados nutricionalmente, ou em estado de ?stress?.

BENEFÍCIOS

- Perfeito equilíbrio e concentração de nutrientes para períodos de inverno
- Alta digestibilidade dos nutrientes
- Revitaliza animais debilitados nutricionalmente
- Proporciona animais mais resistentes para o período de inverno

OPÇÕES DE EMBALAGEM

Sacos de ráfia laminada, 25 kg

Modo de Usar

Fornecer o alimento para os peixes, entre 0,5 a 1,0% do peso vivo ao dia, preferencialmente em apenas um trato no período da tarde.

 

 

Ração 32% + 300mg de vitamina C, destinados a peixes em fase de crescimento / terminação, especialmente tilapias com peso acima de 40g, cultivados em sistema de cultivos intensivo e superintensivo até atingirem o peso de abate, em tanques escavados / gaiolas flutuantes.

BENEFÍCIOS

- Perfeito equilíbrio nutricional
- Alta digestibilidade dos nutrientes / baixo impacto ambiental
- Alto velocidade de crescimento / ganho de peso
- Baixa conversão alimentar
- Melhora relação custo x beneficio
- Alta resistência a manejo e transporte
- Melhor rendimento no abate

OPÇÕES DE EMBALAGEM

Sacos de ráfia laminada, 25 kg

Modo de Usar

Fornecer a ração aos peixes, ?a vontade? ou usando as tabelas de arraçoamento disponíveis o departamento técnico da empresa, dividindo o alimento em 3 a 4 refeições diário de 15 a 20 minutos.
Havendo sobras diminuir a quantidade no próximo trato.

 

 

Ração 30% + 200mg de vitamina C, destinados a peixes em fase de crescimento / terminação, especialmente tilapias com peso acima de 150g, cultivados em sistema de cultivos extensivo e semi-intensivo até atingirem o peso de abate, em viveiros escavados / gaiolas flutuantes.

BENEFÍCIOS

- Perfeito equilíbrio nutricional
- Alta digestibilidade dos nutrientes e baixo impacto ambiental
- Bom crescimento e ganho de peso
- Baixa conversão alimentar
- Melhora relação custo x beneficio
- Alta resistência a manejo e transporte

OPÇÕES DE EMBALAGEM

Sacos de ráfia laminada, 25 kg

Modo de Usar

Fornecer ?a vontade? ou usando as tabelas de arraçoamento disponíveis no departamento técnico da empresa, dividindo o alimento em 3 a 4 refeições diárias de 15 a 20 minutos. Havendo sobras, diminuir a quantidade no próximo trato.

 

 

Ração 28% - destinados a maior partes dos peixes em fase de crescimento / terminação, com peso acima de 150g, cultivados em sistema de cultivos extensivo e semi-intensivo, ( carpas, tilapias, pacu, tambaqui, catfish etc ), em viveiros escavados.

BENEFÍCIOS

- Perfeito equilíbrio nutricional
- Alta digestibilidade dos nutrientes e baixo impacto ambiental
- Bom crescimento e ganho de peso
- Baixa conversão alimentar
- Melhora relação custo x beneficio
- Alta resistência a manejo e transporte
- Melhor rendimento no abate

OPÇÕES DE EMBALAGEM

Sacos de ráfia laminada, 25 kg

Modo de Usar

Fornecer ?a vontade? ou conforme programa alimentar oferecido pelo departamento técnico, dividindo o alimento em 3 a 4 refeições diárias, de 15 a 20 minutos. Havendo sobras, diminuir a quantidade no próximo trato.

Qualidade da Água

Monitoramento da qualidade da água

• Dentro da água não ocorre mudanças bruscas de temperatura e as demais características podem ser consideradas estáveis visto que as alterações se processam lentamente dando plenas condições ao peixe de se adaptar. Por isso que deve-se controlar o ambiente de criação pois, variações podem alterar o metabolismo e/ou afetar a saúde dos peixes.

• Diariamente faz o monitoramento da água para detectar alterações e mantê-las nos padrões desejados. Para isso pode utilizar algum tipo de kits de análise de água encontrados no mercado, desde que seja de boa qualidade, de fácil operação e não seja oneroso. A observação do comportamento dos peixes no viveiro também é fundamental para se detectar alguma anormalidade no sistema, mas para isso é necessário atenção e experiência na criação. Com o tempo será possível ao operador associar mudanças na qualidade da água com alterações no comportamento dos peixes. Além destes equipamentos para análises químicas, é importante termos um frasco de cônico para determinação dos sólidos um suspensão e um termômetro.

• As principais características da água a saber são: oxigênio dissolvido (O2D), nitrito (HNO2), gás carbônico (CO2), alcalinidade, amônia (NH4) e cloreto.
Existe uma inter-relação entre os parâmetros de água, sendo necessário uma análise do conjunto (ex.: a amônia pode ser letal com pH 8,0 e não ser letal com pH de 7,2) para se determinar a normalidade do sistema tanto para os peixes criados como para os microorganismos do biofiltro. Toda a correção dos parâmetros de qualidade de água deverão ser corrigidos gradualmente, evitando-se mudanças bruscas no sistema, apenas com exceção da concentração do nível de oxigênio, que deverá se elevar o mais rápido possível.

Temperatura

• A temperatura é fator de grande importância para a criação de peixes, visto que se ela aumentar os animais irão crescer mais rápido ocorrendo o inverso se ela diminuir. Isso se deve ao fato dos peixes serem animais pecilotérmicos, ou seja, a sua temperatura varia com a do ambiente. Este aumento ou diminuição da temperatura deve ser feito dentro de certos limites para não provocar a dormência dos animais em caso de temperatura baixa, ou de estresses calórico em temperaturas elevadas. Temperatura fora da zona de conforto ou variações bruscas podem causar a morte nos animais.

• A temperatura também influi na concentração de oxigênio e na eficiência do biofiltro, sendo este mais afetado pela variação de temperatura que os peixes. A temperatura do sistema é determinado pela espécie a ser criada. No caso de se alterar a espécie cultivada e, conseqüentemente altere a temperatura da água, deve-se esperar por um período para que ocorra a adaptação das bactérias.

• Temperaturas inferiores a exigida pela espécie cultivada, torna-se suscetível a doenças (parasitas, fungos e bactérias). Isso se deve ao fato do animal reduzir a alimentação, diminuindo sua resistência consequentemente. Nessas condições não é recomendado manejar os animais. Temperaturas elevadas também podem ser perigosas pois a cada 10ºC que a temperatura aumenta, o efeito das substâncias tóxicas duplicam.

Oxigênio

• Este se encontra na água na forma de solução e sua concentração depende da temperatura (quanto menor, maior a concentração de oxigênio) e da demanda química (substância químicas que absorvem o oxigênio) ou biológica (oxigênio consumido pela respiração dos seres vivos aquáticos).

• Na água o oxigênio dissolvido (O2D) varia entre 0 e 13 mg/L. Dependendo da espécie, o excesso de oxigênio dissolvido pode provocar a morte dos peixes por embolia e a falta por asfixia. A concentração ideal de O2D deverá ser mantida em torno de 5 mg/L, suficiente para as atividades dos peixes e dos microorganismos do biofiltro.

• Como as determinações serão feitas várias vezes por dia, é recomendado que o equipamento para a leitura da concentração de oxigênio seja simples e rápido. O nível de oxigênio costuma variar após a alimentação dos peixes. Para que esta variação não seja muito grande, recomenda-se ministrar o alimento diário em várias refeições durante o dia, evitando-se uma alta carga de ração num curto período. Os peixes poderão ser arraçoados de 6 a 12 vezes por dia. O arraçoamento poderá ser feito com cochos automáticos ou o alimento poderá ser distribuído manualmente pelo tanque, 30 a 45 minutos após o arraçoamento faz o monitoramento do nível de oxigênio.

• A falta de O2D também pode ser observada pela presença de peixes na superfície. Nesse caso deve suspender o fornecimento de ração, aumentar ao máximo a renovação da água e o sistema de aeração até que o quadro se reverta. O biofiltro é menos exigente em oxigênio que os peixes, apresentando um bom funcionamento em concentração acima de 2mg/L de O2D.

Amônia

• A amônia entra no sistema através do metabolismo dos peixes e pela degradação de ração não consumida. A amônia é encontrada na água n forma de NH3 (amônia) e de NH4 (amônio), o primeiro é altamente tóxico, ocorrendo em água com pH acima de 8,0. A leitura feita pelo teste determina a concentração das duas formas, o que explica a presença de peixes saudáveis em águas com mais de 20 mg/L de amônia em pH ácido. Com pH neutro a concentração de NH3 é relativamente baixa. Concentração de amônia total em torno de 6 mg/L pode ocasionar alguns problemas aos peixes, principalmente com baixos níveis de O2D. O ideal é que a concentração de amônia total fique abaixo de 1,5 a 2 mg/L.

• Como a amônia no viveiro é proveniente da ração metabolizada ou não pelos peixes, fique atento se o biofiltro está sendo capaz de absorver o material nitrogenado quando aumenta o nível de arraçoamento dos animais.

Nitrito & Nitrato

• O nitrito pode ser estressante para os peixes na concentração de 0,1 mg/L. Com uma concentração de 0,5 mg/L, o sangue pode adquirir uma cor chocolate, conhecida como doença do sangue marrom. Esta mudança se deve provavelmente a concentração de ácido nitroso que oxida o íon ferroso da hemoglobina, formando a metahemoglobina, que não é capaz de transportar o oxigênio, matando os peixes por asfixia. É por este motivo que, mesmo com uma concentração ideal de oxigênio, pode-se não obter o desenvolvimento esperado dos peixes ou peixes muito debilitado ou até mesmo com uma alta mortalidade.

• Para reduzir a intoxicação por nitrito adicione cloreto no viveiro, na proporção de 6 partes de cloreto para cada parte de nitrito. Dessa forma o peixe irá absorver o cloreto no lugar do nitrito. Como medida preventiva, pode manter de 100 a 150 mg/L de cloreto em solução na água do viveiro. Além de reduzir a intoxicação por nitrito, o cloreto reduz o estresse, reduz infecções por fungos e reduz a energia gasta para transporte de substância pelas membranas celulares.

• O nitrato é o produto final do biofiltro e não causa muitos problemas aos peixes. Uma renovação de 5 a 10 % do volume total de água dos viveiros é suficientes para o controle do nitrato.

Alcalinidade

• Representa a quantidade de Carbonato de Cálcio (CaCO3) presente na água. Águas duras apresentam mais de 40 mg/L, abaixo deste índice são consideradas macias. Águas com menos de 20 mg/L apresentam baixa produtividade por não apresentarem respostas a adubação.

• Está relacionada com o pH, gás carbônico e a nitrificação da amônia. As bactérias nitrificantes do biofiltro retiram o carbonato da água para formar o seu esqueleto, o processo de oxidação da amônia é que fornece energia para o processo. Dessa forma, é que aumentando o nível de amônia no sistema é que se reduz a concentração de carbonato de cálcio e a falta deste elemento compromete o funcionamento do biofiltro.

• Diariamente monitore os níveis de Carbonato de Cálcio para que fique entre 70 120 mg/L. Para cada grama de amônia que entra no sistema são necessárias 7 gramas de Carbonato de Cálcio para sua neutralização. A presença de CaCO3 promove um efeito tampão na água, evitando grandes mudanças de pH geradas principalmente pela transformação do gás carbônico em ácido carbônico.

Gás Carbônico

• O gás carbônico ou dióxido de carbono (CO2) é produzido pela respiração e decomposição da matéria orgânica no sistema. As concentrações de gás carbônico acima de 2 mg/L acidificam a água (transformando-se em ácido carbônico). O carbonato de cálcio pode evitar a mudança de pH formando uma solução tampão.

• Para se ter uma idéia do efeito deste gás no viveiro faça um teste simples: colete uma amostra de água e determine o pH, observe a cor do resultado, em seguida agite o frasco vigorosamente, se a cor mudar para o lado alcalino é sinal que a concentração de CO2 é alta e o O2 é baixo, se a cor mudar para o lado ácido indica sinal que a concentração de CO2 é baixa e a água está bem aerada. Pode utilizar medidores específicos para determinar os níveis de gás carbônico. Esse gás pode ser removido pela aeração da água e em alguns casos, absorvido pelas algas.

pH

• É a concentração de íons hidrogênio na água, determinando se é ácida ou básica. Os valores de pH variam entre 0 e 14, sendo neutro o valor de pH = 7. Valores abaixo de 7 é ácido e acima é alcalino ou básico. No sistema, este valor deverá ser mantido entre 7 e 7,5. Em águas muito ácidas, os peixes apresentam um excesso de produção de muco enquanto que em águas alcalinas o muco é ausente.

Espuma

• A espuma é formada pela proteína dissolvida na água pois ela aumenta a película de tensão superficial da água, impedindo a passagem do ar gerado pela aeração para a atmosfera. Dessa forma é possível remover a proteína em solução com o uso de equipamentos como aspirador de pó & liquido ou mesmo com o uso de bacias para a retirada da água superficial.

• O óleo das rações quebra a película de tensão superficial da água, permitindo a saída do ar, desfazendo a espuma. Por isso é que deve-se retirar a espuma pela manhã, antes do primeiro arraçoamento.

Luminosidade

• A luminosidade não é um parâmetro de qualidade de água, mas exerce uma grande influência. Viveiros localizados próximos de janelas ou em estufas acabam produzindo uma quantidade excessiva de algas, que, durante o dia irão fazer a fotossíntese e a noite irão competir com os peixes no consumo de oxigênio. Estes provocam uma grande variação no pH e na concentração de oxigênio dissolvido, gás carbônico, nitrito e amônia, prejudicando a atividade do biofiltro.

• O próprio biofiltro pode ser afetado diretamente pela luz, sendo que muitos técnicos recomendam que este deverá trabalhar em completa escuridão. Determinadas algas também são responsáveis pelo sabor desagradável na carne dos peixes, denominado de off-flavor.

Alimentação dos Peixes

ALIMENTAÇÃO DOS PEIXES/DIETA ALIMENTAR

Todas as larvas de peixe, qualquer que seja a espécie, após a absorção do saco vitelino, alimentam-se do plâncton, sendo que algumas espécies dão preferência ao fito e outras ao zooplâncton. A tilápia, peixe de regime alimentar preferencialmente planctófagos, após a absorção das reservas contidas no saco vitelino, passa a alimentar-se de algas, enquanto que a traira e o dourado, espécies carnívoras, preferem o zooplâncton.

A alimentação dos peixes pelo plâncton pode-se dar direta ou indiretamente. Alguns deles podem ingerir diretamente os organismos planctônicos, entretanto, para muitos outros o fitoplâncton constitui apenas um elo inicial da cadeia alimentar, pois que ele serve de alimento a protozoários e estes a rotíferos, microcrustáceos, larvas de insetos, vermes e outros animais que por sua vez constituem o alimento dos peixes. Mesmo os peixes carnívoros, comem outros peixes que se alimentam dos organismos planctônicos.

Atingida a fase de alevino o regime alimentar do peixe defini-se, porém existem certas espécies que permanecem fitoplanctófagas durante toda a vida.

De acordo com a diversidade dos alimentos, os peixes são divididos em: eurifágicos, quando consomem vários itens alimentares; estenofágicos, quando consomem pouca diversidade de itens; e monofágicos quando existe o domínio de um item.

De acordo com a natureza do alimento, as espécies são classificadas em: herbívoras, carnívoras, onívoras e detriófagas (incluindo plâncton), mas também são reconhecidas as espécies iliófagas e algumas que poderiam ser chamadas de especialistas, embora todas as outras citadas também sejam especialidades.

PLANCTÍVOROS OU PLANCTÓFAGOS

São assim denominados os peixes que se alimentam predominantemente de plâncton.

Classificam-se em:

a - Seletores: selecionam suas presas individualmente;

b - Filtradores passivos: abrem a boca e nadam, deixando que os rastros concentrem as partículas;

c - Filtradores ativos ou bombadores: o peixe fica parado ou ligeiramente em movimento fazendo bombear água com movimentos ativos da cavidade oro-branquial.

1. Tilápia

Durante seu primeiro estágio de crescimento, que vai do nascimento até atingir 3,5 cm de comprimento, a Tilapia rendalli alimenta-se exclusivamente de microorganismos pertencentes ao fitoplâncton e neste estágio, mesmo que haja na água onde elas se encontram abundância de organismos animais, estes não são encontrados em seu estômago. No segundo estágio de crescimento, de 3,5 até 10 cm de comprimento, dá-se uma transição alimentar de algas para vegetais superiores e finalmente no terceiro estágio, de 10 cm em diante, a alimentação é feita exclusivamente na base de vegetais superiores. Entretanto, outras espécies do gênero Tilapia, como T. galillaea e T. esculenta, são exclusivamente fitoplanctófagas, alimentado-se de algas durante toda sua vida.

HERBÍVOROS

São peixes que selecionam alimento vegetal vivo: vegetais superiores, macro e microalgas bentônicas e fitoplâncton.

Embora o peixe que se alimenta de fitoplâncton possa ser denominado herbívoro, essa expressão é mais apropriada para os que se alimentam principalmente de vegetais multicelulares, devido às adaptações anatômicas necessárias para utilizar esses vegetais e às implicações ecológicas de tal atividade.

Os mecanismos digestivos usados para destruir a celulose da célula vegetal, os herbívoros marinhos são classificados em quatro grupos:

2.1 - Os que digerem o alimento em estômagos com alta acidez;

2.2 - Os que trituram o alimento por meio de dentes faringeanos;

2.3 - Os que trituram o alimento por meio de um estômago muscular;

2.4 - Os que mantêm microorganismos que fermentam o alimento em uma porção da parte posterior do instestino.

Na revisão sobre peixes herbívoros de água doce, cita experimentos nos quais peixes perdiam peso quando alimentados somente com plantas e que o recuperavam quando a dieta era completamente com proteína animal. Isso permite deduzir que, na natureza, peixes herbívoros precisam complementar suas dietas com proteína animal; comenta também sobre a ação negativa dos taninos na digestibilidade das plantas. Observou que, no Rio Negro (Amazônia), os peixes herbívoros preferem frutas e sementes, ingerindo poucas folhas.

Hyporhamphus melanochir é herbívoro de dia e carnívoro de noite.

CARNÍVOROS

São peixes que selecionam alimento animal vivo, incluindo zooplâncton. Quando o alimento é constituído principalmente por peixe é chamado de piscívoro ou ectiófago; quando os crustáceos, carcinófago, quando por moluscos, malacófago, quando por cefalópodos, teutófago, quando por insetos, insetívoro etc.

Nos rios e pequenos lagos, os insetos têm uma importante participação na dieta do peixe, os quais, geralmente, estão presentes o ano inteiro, embora estejam mais disponíveis na época das cheias. Os insetos adultos podem flutuar ou afundar, ao caírem na água ou ser carregados pela chuva, podendo também ser capturados por peixes especializados quando pousam perto da superfície da água. Entre as formas larvais, as de vida aquática são mais usadas como alimento, mas também são aproveitadas larvas terrestres.

O canibalismo tem importantes implicações na autoecologia das espécies, porque geralmente funciona como uma forma de autocontrole populacional, acentuando-se quando as condições de alimentação são inadequadas ou por conveniência de adultos, como ocorre em algumas espécies de Hoplias, Cichla, Salminus, etc. Atribui aos desenhos e ao colorido de Cichla ocellaris, que aparecem em exemplares a partir de determinado tamanho, a função de alertar os exemplares maiores da própria espécies para evitar o canibalismo.

ONÍVOROS

São peixes que utilizam de alimento animal e vegetal vivo, em partes bastante equilibradas. Quando há um certo domínio de algum dos itens. Referem-se às espécies como: onívoras com tendência à carnívora ou onívoras com tendência à herbívora. Em relação à ecologia trófica, usa o termo onívoro para referir-se às espécies que se utilizam de alimentos pertencentes a dois ou mais níveis tróficos.

O peixe carnívoro combina ingestão de alimento animal, que é de alto valor energético, porém requer um certo esforço para obtê-lo, com ingestão de alimento vegetal, que é de baixo teor energético, porém pode ser obtido com menor esforço, com a condição de ter capacidade para digeri-lo, conforme observado em Lagodon rhomboides.

1. Carpa (Cyrpinus carpio)

A carpa foi introduzida no Brasil, em princípios deste século, sendo originária da Ásia. Trata-se de peixe cujo hábito alimentar podemos classificar como sendo onívoro, mas que pode alimentar-se de plâncton toda a vida. Nas criações racionais desta espécie e de muitas outras, aquele deve constituir 50% da alimentação total.

As carpas, do ponto de vista da alimentação são muito fáceis de serem identificadas, tendo-se encontrado em seu estômago, muitas vezes, uma alimentação unicamente vegetal composta de pequenos fragmentos de folhas, pedaços de madeira, de raízes, de algas etc… Ela ataca os invertebrados e pode mesmo alimentar-se de peixes e até de sues próprios alevinos, mas é o plâncton que constitui sua alimentação de base. Consome essencialmente o zooplâncton que se alimenta ele próprio do fitoplâncton.

A importância de plâncton é tal para a alimentação das carpas que foi estabelecida uma classificação dos tanques, do ponto de vista piscícola, m função de seu índice planctônico.

DETRITÍVOROS

São peixes que se alimentam de matéria orgânica de origem animal em putrefação e/ou matéria vegetal em fermentação. É difícil reconhecer um detritívoro na natureza através do exame de conteúdo estomacal, porque um animal já morto pode ter as mesmas características de um animal morto pelo predador, assim como fica difícil reconhecer o detrito vegetal do semidigerido. Alguns detritívoros, talvez todos, têm suas dietas complementadas com algas e bactérias, como Mugil cephalus, Tilapia mossambica e hutilus rutilus.

ILIÓFAGOS

São peixes que ingerem substrato formado por lodo ou areia, que por si só não representa um tipo de alimento. O substrato é ingerido porque nele são encontrados os alimentos procurados (animal, vegetal ou detrito) sendo que esses peixes contam com um aparelho digestivo adaptado para selecioná-lo. Consequentemente, seria mais apropriado denominar o hábito de ingerir substrato, junto com o tipo de alimento usado, como: iliófago-detritívoro, para diferenciá-lo do detritívoro que não ingere lodo etc. O estudo alimentar de um iliófago deve incluir a correta separação do substrato inerte.

Os principais alimentos incluídos no lodo: 1 - organismo microscópicos de superfície; 2 - detrito planctônico sedimentado; 3 - detrito de macroflora; 4 - detrito de fauna nectônica e bentônica; 5 - matéria coprogênica; 6 - detrito orgânico e 7 - detrito inorgânico.

1. Curimbatá (Prochilodus scrofa)

O curimbatá é o peixe mais comum dos nossos rios, principalmente em São Paulo, onde ocorre na proporção de 70% do total dos vários peixes. É uma espécie de dentição atrofiada, que se alimenta de algas contidas no lodo. Estes peixes possuem um estômago musculoso, semelhante à moela das aves, adaptado portanto, a digerir a carapaça silicosa das diatomáceas. Estas constituem seu principal alimento, o que foi constatado através de estudos do conteúdo estomacal desses peixes.

2. Saguirú (curimatus sp)

Peixe destituído de dentição, de tamanho pequeno e muito comum em nossas águas, quer paradas, quer correntes. Alimenta-se o saguirú da matéria orgânica contida no lodo, especialmente das algas

3. Cascudo (Plecostomus sp)

O regime alimentar dos cascudos é muito especializado, pois alimentam-se exclusivamente de algas, dando preferência aos locais pedregosos onde estas se acumulam. Nunca se conseguiu criar uma só larva desse peixe com microcrustáceos.

A preferência dos cascudos pelas algas é de tal ordem que quando presos em aquários durante algum tempo, aderem aos vidros, limpando-os das algas que ai costumam acumular-se, daí serem chamados de "limpa-vidros".